"Palavras, sons e imagens que nos tocam onde somente a arte alcança para o amor poder agir.."

sábado, 15 de janeiro de 2011

Itaipava, amada Itaipava!


Vista de Itaipava, pelo Vale do Ribeirão

Cidade da minha infância, das minhas mais caras lembranças,
Cidade dos meus sonhos, tão amada por mim.
Nesse mundo de muitos passos e de muitos pousos, era a estada segura do meu coração.
Onde dei meus primeiro passos, meus primeiros tombos
Descobri o valor da amizade, e as venturas de uma paixão
Cidade fria, que aquecia tanto as premissas deste, que é o meu coração
Desde os pinheiros da rua de terra, ao balanço silencioso do Ribeirão
Era conhecido cada palmo daquele que era o meu chão
E do meu povo que me sorria quando eu simplesmente ia
De mochila nas costas e pés no chão, percorria a estrada União Indústria
Com cola e panfletos na mão, o motivo, era não a corrupção!
Mas esse meu povo ria, quando no Vilarejo eu ia esperar por minha paixão
E quando avistava pequeninas as casas no alto do Vale, era inocente o pensamento da beleza que havia.
Como andará Pedro do Rio, e a fazenda em Areal?
Dói pensar nas casinhas que beiravam o Piabanha
O Artesão do Pão, Vila Rica, e meu tão amado Ribeirão!
Como estarão aqueles que cresceram comigo?
Já que a paisagem do Vale, hoje é destruição.
Vontade de chorar a lembrar desse meu povo
Que comigo ria, e que comigo ia
Peço a Deus que proteja este chão que eu deixei
Os amigos que ficaram, minha tia querida e minhas irmãs do coração
Meus melhores professores, minha escola, meus amores

Peço a Deus que os proteja e peço calma a Natureza
A mesma que nós não respeitamos e que na verdade pouco amamos
Mas recorro a toda sua grandeza, seu espírito elevado, sua nobreza
Pois envenenamos suas águas, matamos seus animais
Devastamos suas matas, poluímos o seu ar
Desviamos os seus rios e secamos suas nascentes 
Mas mesmo assim pedimos por sua complacência
Tens tudo o que nos falta, piedade, pois nós não sabemos o que fazemos.


Estrada do Ribeirão, 1000, Condomínio Chamonix, Casa 7
Itaipava, Petrópolis, Rio de Janeiro
Nesta vida, o lugar de onde eu vim!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Seu amor, um pedaço de ti...

Em sonhos recordei tuas doces palavras
Uma a uma postas em papel. Carta lida entre lágrimas.
Pouco lembro deste momento vivido, ou sonhado
Pouco lembro da mensagem deixada
Falava-me de tua saudade, da falta que meus braços faziam em ti
Falava-me também do meu abraço, e de quanto se esforçava em procurar-me
Lembro bem que dizia que nos víamos em sonhos
E que sua vida era mais doce com estes instantes juntos
Quanta falta me faz. Teu colo, teu amor, a paz advinda da sua presença
Obrigada pela carta deixada, mas antes fosse o teu sorriso
Antes fosse nesta vida em que vivo na esperança de reencontrar-te
Mas, obrigada pela delicadeza de dizer que tu existes e que me procura tanto quanto eu a ti
E que me ama, tanto quanto amo a ti
E que me espera, como sempre te espero
Em cada olhar, em cada nome, em cada rosto
Imagino o dia de ter ver em uma esquina, sentado em algum banco, em algum momento, em algum ano.
Espero pelo reencontro de nossas almas desde o momento em que em teus braços, entre lágrimas e sorrisos, disse adeus.
Momento este em que parti com a esperança no coração de um dia vivermos juntos novamente no amor que Deus nos fez sem o peso do passado a atordoar os corações
Quando me separei de ti foi na esperança de reencontrar-te para que juntos, no futuro, pudéssemos crescer na escala evolutiva de nosso ser
Te amo, desde que rudes estávamos a viver entre as selvas, e provavelmente muito antes disso e te amarei até quando o indizível ao meu entendimento acontecer.
Te amarei sempre, sempre e sempre
Do fundo da alma que tanto conheces,
Seu amor, um pedaço de ti.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pelo quê mais?


Foto de Clarissa S.
Por esse ar que invade as fibras do meu corpo
E faz bailar coloridas as partículas ao sol
Por essa montoeira de azul estonteante
Abrigo de estrelas e de astros
Por esse sentimento que sinto
Ao ver o riso alegre das crianças pelas ruas
A bondade nas palavras inocentes
A perfeição dos ciclos da vida
O amor que se transforma e se renova
Pelo manto verde esbelto que se explana no horizonte
E nos convida a meditar nos limites que não temos
Pelo Deus que há dentro de mim
Que me ama e me perdoa e te ama, e te perdoa
Por tudo aquilo que virá
Pelo filho que um dia hei de amar
Por tudo e tudo o que existir
E por meu protetor a me guiar
É que aqui estarei sempre com fé a prosseguir
Tateando essa vida linda ora a sorrir ora a chorar
Mas, sobretudo e, contudo
A evoluir!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Aos meus...

Hoje, não tenho força nas palavras para que elas alcancem o que sinto, então uso outras, ditas outrora com louvor, por grande poeta em toda sua maestria, e as deixo aos que amo, aos que hoje estão em meu coração e aos que sempre estarão!!!!!

"Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos

De rostos serenos, de palavras soltas

Eu quero a rua toda parecendo louca

Com gente gritando e se abraçando ao sol

Hoje eu quero ver a bola da criança livre

Quero ver os sonhos todos nas janelas

Quero ver vocês andando por aí

Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse

Eu até desculpo o que você falou

Eu quero ver meu coração no seu sorriso

E no olho da tarde a primeira luz

Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto

Eu quero um carnaval no engarrafamento

E que dez mil estrelas vão riscando o céu

Buscando a sua casa no amanhecer

Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada

Rasgar a noite escura como um lampião

Eu vou fazer seresta na sua calçada

Eu vou fazer misérias no seu coração

Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua

Pra escrever a música sem pretensão

Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce

E que triunfe a força da imaginação"

Oswaldo Montenegro

http://www.youtube.com/watch?v=mQOxv3D5eVI

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Canteiro das decepções....



Foto de Clarissa S.
Por vezes tecemos sonhos em nossas almas enchendo de esperança nossos dias
De tão intenso o querer e forte à vontade
O objeto adorado nos chega real
De tão querido e desejado  
De tão esperado e almejado
Eis que rompe nosso mundo e torna-se verdade em nossas mãos
Perigo incauto em nossos corações
Abrigo seguro às desilusões
Canteiro das decepções
Pois há sonhos sonhados
Belos e amados
Que não nos cabem mais
Roupa querida, dobrada e esquecida
Pois não nos serve mais
Tênue limiar
Entre viver e sonhar
Ser e imaginar
Escolhas fáceis trazem dores ao olhar
Como o ônibus que não peguei
O homem que amei
E agora, o que eu mais tanto sonhei
Tênue este limiar entre o nosso viver
E o nosso tentar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Folhas do meu calendário...



Passaram-se os dias, e com eles as folhas do meu calendário
E o que me separa de mim mesma são só os anos descobertos
Cada qual com suas misérias e memórias
Cada qual com suas vitórias e verdades
Mas passaram-se os anos, e de nada foram fáceis
Mas o foram, e isto importa!
Pessoas, amores, lugares foram e isto ainda importa
Pessoas, amores, lugares estão e até quando estarão
Não mas importa
Pois os dias passam-se
O calendário corre
Tudo é superado
E o que ficou de mim é o que deixei que se fosse
Então, deixo que levem o meu melhor
Para que esta lembrança suave não permute junto às folhas dos calendários
E então flua para além das fronteiras do coração.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Viva Noel...



Viva Noel, saudoso poeta de Vila Isabel!
Que tão cedo partiu, foi ao céu.

Mas tua roupa, de pouca brilhou
De prosa e verso soou
E o mundo inteiro cantou
Dançou!

Baila Noel, com os arcanjos e os querubins
Esteja bem onde tu estiver

Mande rosas a sua terra natal
Pois as coisas aqui
Andam mal.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Floresço...

Foto de Clarissa S.
Natureza por traz desta janela que me encanta e me rebela
Fecho os olhos para ver a paz deste momento.
E por instantes me liberto das esquadrias desses dias
E por toda força que me rompe
Agradeço
Mesmo que não note ou não perceba
Fortaleço
Lindo dia este em que floresço.

Trecho retirado do livro “Poesia em For”, a busca de edição.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Candeia...


O que ocultam teus olhos e disfarça teu sorriso?
Falo das marcas não expostas que calamos com o tempo.
Que te trouxe até aqui e fez descobrir-te assim.
Simples, sério e confuso.
A irradiar luz em meu dia
Colocar graça em meu rosto
Ser minha palavra dita
Desdita e contida.
Mas teus olhos, o que há por traz da tua graça?
Digo o que da tua fala?
Mansa
Solta
Digo o que do teu sorriso?
Mas e teus olhos? E os olhos que os vêem?
Que me baste à luz que levou contigo
Em mim, candeia, abrigo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Estrada do Ribeirão,Chamonix, Casa 7.


Foto de Clarissa S.
Silencio que retoma
Atemporal



Remonta em mim a saudade que não foi.



E sem ser tornou quem sou.
Silêncio dos pinheirais em flor
Do riacho. Frio. Amor.



Cara esta lembrança que retoma
Atemporal
Sou quem ela me tornou



Mesmo no sorriso e olhos vivos.



Quando remonta esta saudade.



Retoma em mim o que ficou nos pinheirais
E dos pinheirais restou quem sou.



Silêncio.
Amor.